Este artesanato surgiu no final do século XIX. Os primeiros modelos foram criados por Maria dos Cacos, (barrista e feirante), e posteriormente por Manuel Mafra. Só depois, o humor de Maria dos Cacos e o naturalismo de Manuel Mafra foram recriados por Rafael Bordalo Pinheiro. O Rei D. Luís I de Portugal presenteava os seus amigos com as peças humorísticas das Caldas. A criatividade de Rafael Bordado é seguida pelo seu filho Manuel Gustavo e pelo seu rival Costa Motta Sobrinho, nomes que ressaltam na cerâmica das Caldas das primeiras décadas do século XX. Nos últimos anos os caralhos perderam popularidade e são muito poucos os ceramistas que os fabricam. Artesanato grosseiro ou arte provocatória, a verdade é que as “malandrices” são uma espécie de louça em vias de extinção. Uma das razões para a extinção a falta de seguidores. Enquanto anos atrás havia muitas fábricas a trabalhar na louça erótica hoje praticamente não há ninguém. ...
"bitoque" , essa verdadeira instituição nacional que consta de um bife aparadinho, mais ou menos arredondado, para "coincidir" com o ovo a cavalo e acompanhado de batatas fritas, (não raro arroz e salada) Pois ao que parece...... na Galiza é tradição servir-se um bife aparado, com ovo a cavalo e batatas redondinhas salteadas. Ora há uns anos, um Galego apaixonado por Lisboa decidiu-se estabelecer por aqui, com um restaurante, na baixa. Claro que o tal bife galego passou a fazer parte da ementa e em breve se tornou popular. O nome do senhor Galego era Bitoque.... e assim ficou para a história o tradicional "Bitoque" E já agora.... O nosso "prego".... Porquê esta designação? Pois acontece que para se fazer um bitoque, o verdadeiro, com o bife do formato aproximado do ovo, era (é) necessário aparar o bife... Essas aparas, longe de serem desperdiçadas, eram vendidas dentro de pão, com o seu molho. E parece que aparas, lá pa...
Arrumador de Pinos de Boliche é uma profissão extinta.... Popularizado na Europa e Estados Unidos durante a segunda metade do século XIX, o boliche empregava pessoas, normalmente crianças, para rearranjar os pinos após cada jogada. A brincadeira, que remonta ao antigo Egitpo (séc. IV a.C.), tem na sua história o uso de escravos para a tarefa, contudo, no mundo moderno, a arrumação dos pinos era profissão. Com o desenvolvimento de equipamentos mecânicos de reposição (várias soluções foram criadas, a mais comum era colocar fios de aço presos à ponta dos pinos), alguns arrumadores passaram a operar os equipamentos, até que o processo se tornou totalmente electrónico, dispensando essa mão de obra.
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