"bitoque" , essa verdadeira instituição nacional que consta de um bife aparadinho, mais ou menos arredondado, para "coincidir" com o ovo a cavalo e acompanhado de batatas fritas, (não raro arroz e salada) Pois ao que parece...... na Galiza é tradição servir-se um bife aparado, com ovo a cavalo e batatas redondinhas salteadas. Ora há uns anos, um Galego apaixonado por Lisboa decidiu-se estabelecer por aqui, com um restaurante, na baixa. Claro que o tal bife galego passou a fazer parte da ementa e em breve se tornou popular. O nome do senhor Galego era Bitoque.... e assim ficou para a história o tradicional "Bitoque" E já agora.... O nosso "prego".... Porquê esta designação? Pois acontece que para se fazer um bitoque, o verdadeiro, com o bife do formato aproximado do ovo, era (é) necessário aparar o bife... Essas aparas, longe de serem desperdiçadas, eram vendidas dentro de pão, com o seu molho. E parece que aparas, lá pa...
Este artesanato surgiu no final do século XIX. Os primeiros modelos foram criados por Maria dos Cacos, (barrista e feirante), e posteriormente por Manuel Mafra. Só depois, o humor de Maria dos Cacos e o naturalismo de Manuel Mafra foram recriados por Rafael Bordalo Pinheiro. O Rei D. Luís I de Portugal presenteava os seus amigos com as peças humorísticas das Caldas. A criatividade de Rafael Bordado é seguida pelo seu filho Manuel Gustavo e pelo seu rival Costa Motta Sobrinho, nomes que ressaltam na cerâmica das Caldas das primeiras décadas do século XX. Nos últimos anos os caralhos perderam popularidade e são muito poucos os ceramistas que os fabricam. Artesanato grosseiro ou arte provocatória, a verdade é que as “malandrices” são uma espécie de louça em vias de extinção. Uma das razões para a extinção a falta de seguidores. Enquanto anos atrás havia muitas fábricas a trabalhar na louça erótica hoje praticamente não há ninguém. ...
Esta expressão teve origem no "amuleto dos três vinténs" uma pequena moedinha de prata que era pendurada no pescoço das meninas até ao seu casamento. Então, a mulher casada entregava a moeda furada ao seu marido e dizia-se que ele lhe tinha "'tirado os três vinténs". O museu de Passos de Silgueiros publicou a peça deste mês "O amuleto dos três vinténs" e faz a apresentação sobre o costume popular ancestral: Pela primeira vez, em Portugal, no reinado de D.Pedro II, se cunhou a moeda de prata, dos três vinténs. E foi sendo cunhada até ao fim do reinado de D.Miguel que terminou em 1834 pela convenção de Évora-Monte. Nos reinado seguintes desapareceu, embora continuassem em circulação as anteriormente cunhadas. Esta moeda de prata tem para os estudiosos de antropologia cultural, um encanto especial. É que ela anda ligada a uma tradição, com significado bem especifico que todos conhecemos: aquela já não tem os três vint...
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